Que tal se o seu crânio fosse a mais poderosa das armas? Na pele, ou melhor, nos ossos do esqueleto de um herói derrotado em batalha, você vai atrás de vingança contra os monstros que o mataram. A mecânica é bem tradicional: escolha um dos calabouços e, nele, diferentes rotas. Ótimo para jogo solitário e fantástico nos modos infinito e multiplayer. Um roguelite onde a porrada come solta.
E se você pudesse arrancar seu próprio crânio e arremessá-lo nos inimigos como arma?
Esse é o conceito divertido que os devs da 10tons criaram para Skeletal Avenger.
Como fãs do estúdio já sabem, a 10tons produziu roguelites excelentes, com títulos como Neonchrome, Jydge e Tesla vs Lovecraft. Skeletal Avenger é um pouco diferente, no entanto, com alguns elementos de RPG e hack'n'slash incluídos.
Em Skeletal Avenger, você joga como um esqueleto trazido de volta à vida por um mago misterioso. Seu objetivo é simples: ficar forte o suficiente para caçar seus assassinos e vingar-se. O jogo é fofo, apesar do tema sombrio, e não há sustos por aqui.
Você não sabe nada da vida passada do seu vingador esquelético, e ele é fraco no começo do jogo. Felizmente, porém, ele aprende rápido e em breve vai pegar o jeito com uma arma. E é aí que está toda a graça do jogo, já que você aprende mais e, aos poucos, fica mais poderoso.
Você tem um ataque principal, acompanhado de um ataque secundário, o chamado 'especial'. Combiná-los para manter os inimigos à distância segura exige um pouco de tática e muita agilidade.
Espadas, adagas, martelos... cada classe de arma tem seus próprios pontos fortes e fracos. Adagas, por exemplo, não causam muito dano, mas são muito, muito rápidas; martelos, por outro lado, são potentes, porém pesados. Você terá que descobrir quais segredos seu equipamento esconde para você. E então está o seu velho cabeção, ou melhor, o seu crânio.
Adoramos arremessar nosso crânio nos inimigos como um bumerangue. Mas lembre-se, você precisa esperar ele retornar para poder usá-lo novamente, e não pode se mover ou atacar enquanto ele volta.
Nossa dica? Quando você completa um nível, pode escolher saídas diferentes, cada uma levando a um nível diferente. Há um mapa que mostra as vantagens de cada nível: poços de cura, cadáveres (que você pode absorver para obter buffs) e arsenais. Você então escolhe aquele que melhor se adapta a você. A cura é difícil de encontrar no jogo, então pode valer a pena procurá-la, e os arsenais são um lugar que você não deveria pular.
O progresso no jogo é bem direto. Existem quatro regiões e, para completar uma delas, você precisará coletar pedras de sangue suficientes para chegar ao chefe.
A boa notícia é que você fica com quase tudo o que coleta em cada missão, mesmo que morra. Não as pedras de sangue, porém, que podem realmente tornar a vida mais difícil. Para enfrentar o primeiro chefe, por exemplo, você precisará coletar 50 pedras de sangue, mas se morrer com 48, perderá a metade e precisará coletá-las novamente. A graça dos roguelites!
Nossa parte favorita? O modo coop. Jogar com três amigos deixa o jogo ainda mais caótico e ainda mais divertido.
Este é um jogo despretensioso que, ainda assim, exige alguma habilidade e uma pitada de estratégia.


