Já pensou se a Segunda Guerra Mundial tivesse durado 20 anos e terminado numa hecatombe nuclear, expulsando as pessoas para cidades subterrâneas? É nesse cenário que transcorre a história de Szymon, um garoto que sai em busca de respostas após a morte da mãe. Mais que um jogo narrativo, trata-se de uma missão, com decisões difíceis a serem tomadas e levando a vários finais distintos. Cativante!
Imagine… a Segunda Guerra Mundial nunca terminou porque os americanos ficaram em casa. Os nazistas acabaram vitoriosos graças às suas bombas nucleares, muitas das quais caíram na Polônia, deixando grande parte da Europa Oriental uma terra arrasada radioativa. Este é o mundo de Paradise Lost!
Este é um daqueles títulos que fãs de jogos de ação rápidos podem querer pular, porque os pontos fortes do jogo estão em outro lugar. Nas cerca de cinco horas que leva para terminar o jogo, você vai interpretar Szymon, um valente garotinho de apenas 12 anos tentando encontrar um homem dentro de um enorme bunker. Um homem que ele só viu em uma foto desbotada.
Adoramos a atmosfera palpável nas câmaras abandonadas deste vasto complexo subterrâneo. Não há violência, nem zumbis, nem armas: este é um "walking simulator" com ambientes incrivelmente ricos e detalhados. Você quase consegue sentir o cheiro de poeira nas máquinas dilapidadas, e os objetos abandonados transmitem uma verdadeira sensação de nostalgia.
Também é uma chance de aprender sobre a lenda nazista da Terra Oca e a cidade de Agartha.
Melhor deixar claro desde o início: o jogo é lento. Szymon se move com a velocidade de um peregrino exausto. Isso pode afastar alguns jogadores, mas faz parte da atmosfera do jogo. É uma história alternativa sombria que você desvenda à medida que o jovem herói faz descobertas e lê materiais abandonados. Você vai aprender sobre o mundo em que ele habita por meio de uma variedade de documentos, cartas, gravações e computadores que ainda funcionam, mesmo que com dificuldades. Então há os muitos flashbacks que giram em torno do personagem principal, do seu passado e dos segredos de sua família.
Nossa parte favorita? O contato por rádio com a misteriosa Ewa, cuja voz acompanha Szymon durante grande parte da sua aventura. Também é a parte mais importante da narração do jogo. A conversa entre eles dá alma ao jogo, mergulhando o jogador nas emoções deles e nas cinco fases do luto que Szymon irá experimentar.
Para te ajudar no caminho, lembre-se de que o alarme que você ouve no início do jogo dispara quando a energia cai.
É um jogo que é queridinho do YouTuber Krayn, muito bem avaliado online e acessível a todos, mesmo àqueles que nunca jogaram um videogame na vida. Paradise Lost é um verdadeiro deleite para quem gosta de uma narrativa envolvente. O progresso pelo bunker costuma ser tranquilo, e você nunca vai ficar se perguntando para onde precisa ir. E tudo isso é sustentado por uma sonoplastia fantástica que acentua e amplifica os sons frequentemente sinistros que você vai ouvir.
Mais do que um jogo, uma narrativa realmente imersiva.



